Quero o beijo esfregado
inchando meus lábios
e a mordida que grava
seus dentes no ombro,
vermelho baixo-relevo
que no espelho me assombra...
Depois, venha como se coubesse,
na falsa dor que guarda a promessa
do prazer umedecendo as frestas...
Tire do amor toda a delicadeza
e espalhe marcas na minha pele,
secretas provas de amor que levo
quando, saciado, você me deixa...
"Yo sé que estoy ligado a ti/ más fuerte que la hiedra/ porque tus ojos de mis sueños/ no pueden separarse jamás." Agustín Lara
segunda-feira, abril 03, 2006
sexta-feira, março 31, 2006
Vésper
Peço, com a voz que me resta,
que venha mais fundo,
sem precisar
que você já está,
de todas as formas,
em todos os poros,
por dentro e por fora...
Para ser sua 'outra',
misturo as facetas
de todas as outras
em uma...
Horas contadas na tarde
e o que tenho me basta:
seu amor único
(minha vida dupla!)
e meu gozo múltiplo
forçando seu jorro
neste exato, infinito minuto...
que venha mais fundo,
sem precisar
que você já está,
de todas as formas,
em todos os poros,
por dentro e por fora...
Para ser sua 'outra',
misturo as facetas
de todas as outras
em uma...
Horas contadas na tarde
e o que tenho me basta:
seu amor único
(minha vida dupla!)
e meu gozo múltiplo
forçando seu jorro
neste exato, infinito minuto...
quarta-feira, março 22, 2006
Date
Luz de velas, vinho,
um jazz, quem sabe...
A maciez da pele e a dureza desejada,
(calor escorregando pela umidade)...
Seda cobrindo a ânsia de descobrir,
a gota de perfume atrás da orelha...
Lua cheia no céu ou chuva nas telhas...
Infinita espera de vontades,
um coração que dispara,
uma pele que arde...
Não sei como será
e não me importa,
tudo o que sonho é trancar aquela porta...
Não quero mais a perfeição das teorias!
Vamos sorrir dos nossos erros
e realizar as fantasias...
um jazz, quem sabe...
A maciez da pele e a dureza desejada,
(calor escorregando pela umidade)...
Seda cobrindo a ânsia de descobrir,
a gota de perfume atrás da orelha...
Lua cheia no céu ou chuva nas telhas...
Infinita espera de vontades,
um coração que dispara,
uma pele que arde...
Não sei como será
e não me importa,
tudo o que sonho é trancar aquela porta...
Não quero mais a perfeição das teorias!
Vamos sorrir dos nossos erros
e realizar as fantasias...
segunda-feira, março 20, 2006
Oral
A boca nos seios
busca o gosto,
deixa o rastro do beijo
exposto...
A voz na pele
esfrega a palavra
na carne,
tempera a vontade...
A língua nos meios
encontra o caminho
e perde o receio...
Vem...
Respira meu cheiro
e me arrepia:
sopra tua obcena ventania
entre os meus pêlos...
busca o gosto,
deixa o rastro do beijo
exposto...
A voz na pele
esfrega a palavra
na carne,
tempera a vontade...
A língua nos meios
encontra o caminho
e perde o receio...
Vem...
Respira meu cheiro
e me arrepia:
sopra tua obcena ventania
entre os meus pêlos...
segunda-feira, março 13, 2006
Sim
Cada vez que você me aceita,
imperfeita e falha,
nas malhas da sua teia,
eu me vejo inteira
e me reconheço:
mente livre,
pele nua,
descaradamente
sua...
imperfeita e falha,
nas malhas da sua teia,
eu me vejo inteira
e me reconheço:
mente livre,
pele nua,
descaradamente
sua...
quarta-feira, março 08, 2006
Gula
Não me sacia
a insuficiência dos dias...
Para fome de amante,
mil noites de insônia
em lençóis macios...
Antes de não dormir,
agradeço ao deus que não me protegeu
pela cumplicidade do seu corpo,
que se entrega para que eu me farte
do todo
e da parte...
a insuficiência dos dias...
Para fome de amante,
mil noites de insônia
em lençóis macios...
Antes de não dormir,
agradeço ao deus que não me protegeu
pela cumplicidade do seu corpo,
que se entrega para que eu me farte
do todo
e da parte...
quinta-feira, março 02, 2006
Luxúria
Nas costas,
a aspereza da parede;
na boca,
o beijo...
Pelos braços
escorrem as alças,
você enche as palmas...
Entre meus dedos,
sua vontade expressa
e meu corpo arde, sem segredo...
Despertos, os pecados fazem festa,
porque hoje a inocência foi dormir mais cedo...
a aspereza da parede;
na boca,
o beijo...
Pelos braços
escorrem as alças,
você enche as palmas...
Entre meus dedos,
sua vontade expressa
e meu corpo arde, sem segredo...
Despertos, os pecados fazem festa,
porque hoje a inocência foi dormir mais cedo...
Ming
Enquanto guardo no corpo
a brasa que brilha
a memória do fogo,
você me molha
e eu me moldo, argila,
perfeitamente ao seu contorno...
a brasa que brilha
a memória do fogo,
você me molha
e eu me moldo, argila,
perfeitamente ao seu contorno...
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Lovers
No calor da minha boca
suas palavras desatam:
você, laço;
eu, nós...
No leito íntimo que o gozo deseja,
flui a sua correnteza:
você, nascente;
eu, foz...
No silêncio do prazer absoluto,
só escuto algum coração
explodindo no escuro:
você lateja,
eu pulso...
Dentro de mim a alma sorri, sem fala,
quando, até nas entrelinhas, você se cala...
suas palavras desatam:
você, laço;
eu, nós...
No leito íntimo que o gozo deseja,
flui a sua correnteza:
você, nascente;
eu, foz...
No silêncio do prazer absoluto,
só escuto algum coração
explodindo no escuro:
você lateja,
eu pulso...
Dentro de mim a alma sorri, sem fala,
quando, até nas entrelinhas, você se cala...
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
De dor e tempo
*Porque a sua dor me comove, M.T., muito.
Você me abençoou
com a maldição irresistível da alegria
de ter em minhas mãos as suas horas,
mas não me avisou da partida...
Hoje cada minuto é como um dia
e cada dia brinca de ser eternidade...
Então eu digo que o tempo é o mais feio de todos os deuses*,
por seu silêncio sem ira,
por sua ida sem volta possível...
E descubro, do jeito mais difícil,
que as trindades santíssimas
não perderiam seu tempo comigo:
minha cabeça (re)cria e executa o castigo
e o tempo... o tempo é apenas o carrasco de Deus...
Você me abençoou
com a maldição irresistível da alegria
de ter em minhas mãos as suas horas,
mas não me avisou da partida...
Hoje cada minuto é como um dia
e cada dia brinca de ser eternidade...
Então eu digo que o tempo é o mais feio de todos os deuses*,
por seu silêncio sem ira,
por sua ida sem volta possível...
E descubro, do jeito mais difícil,
que as trindades santíssimas
não perderiam seu tempo comigo:
minha cabeça (re)cria e executa o castigo
e o tempo... o tempo é apenas o carrasco de Deus...
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Affair
Na impossibilidade das mãos dadas,
sozinha,
saltos batendo na calçada,
caminho felina,
no meio da tarde,
parda...
Sei que você virá por outros atalhos,
sou seu destino,
precipício inevitável de todos os seus passos...
Agora que já somos culpados
de crimes ainda não cometidos,
vamos passar as horas que roubamos
saciando nossos vícios...
sozinha,
saltos batendo na calçada,
caminho felina,
no meio da tarde,
parda...
Sei que você virá por outros atalhos,
sou seu destino,
precipício inevitável de todos os seus passos...
Agora que já somos culpados
de crimes ainda não cometidos,
vamos passar as horas que roubamos
saciando nossos vícios...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
New Orleans
Minha nudez desliza,
engole sua fome,
envolve seu desejo
em movimento e calor...
Suor que brilha
sob a falsa brisa do ventilador...
Veneziana respinga neon,
beijos bourbon,
misturados sons...
Jazz... fora...
Jazz... dentro...
Jazz... fundo...
Jazz... sempre...
Jazz...
Jazz...
JAZZ!...
*Sob influência de Márcia Maia (www.tabuademares.blogger.com.br/) e seu almost blue
engole sua fome,
envolve seu desejo
em movimento e calor...
Suor que brilha
sob a falsa brisa do ventilador...
Veneziana respinga neon,
beijos bourbon,
misturados sons...
Jazz... fora...
Jazz... dentro...
Jazz... fundo...
Jazz... sempre...
Jazz...
Jazz...
JAZZ!...
*Sob influência de Márcia Maia (www.tabuademares.blogger.com.br/) e seu almost blue
sábado, fevereiro 04, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
Obra-prima
A moldura da noite nos faz indistintos,
cegos por escolha sob a lua apagada,
entregues a quatro sentidos vorazes,
a um amor e a várias vontades...
Quando amanhece, o sol que nos revela
aquece suas costas e as minhas...
Na pele que exponho, sua sombra desenha
a promessa alucinante de mais uma vinda...
Assine...
cegos por escolha sob a lua apagada,
entregues a quatro sentidos vorazes,
a um amor e a várias vontades...
Quando amanhece, o sol que nos revela
aquece suas costas e as minhas...
Na pele que exponho, sua sombra desenha
a promessa alucinante de mais uma vinda...
Assine...
terça-feira, janeiro 24, 2006
Indícios
Coração leve e corpo tranqüilo...
Olhos no teto e música nos ouvidos...
Taça vazia...
Cera derretida...
Saciedade plena sob a luz do dia...
Você veio.
Eu brilho!...
Olhos no teto e música nos ouvidos...
Taça vazia...
Cera derretida...
Saciedade plena sob a luz do dia...
Você veio.
Eu brilho!...
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Resgate
No meio do caminho
entre o beijo e o infinito,
no momento preciso em que estamos
completamente perdidos,
seus dedos abrem a trilha
e minha mão é a guia...
entre o beijo e o infinito,
no momento preciso em que estamos
completamente perdidos,
seus dedos abrem a trilha
e minha mão é a guia...
sábado, janeiro 14, 2006
Assim
Nas pontas dos pés
alcanço seu beijo,
giro, bailarina,
e ofereço
a rédea dos cabelos,
a cintura fina,
o equilíbrio frágil dos joelhos...
A mordida na nuca
incendeia o pavio da coluna
e eu me dobro em quatro
sobre os travesseiros,
completamente acesa...
Entre gemidos, peço coisas obcenas
e, entre as pernas, sinto seu sorriso,
antes de você atender aos meus pedidos...
alcanço seu beijo,
giro, bailarina,
e ofereço
a rédea dos cabelos,
a cintura fina,
o equilíbrio frágil dos joelhos...
A mordida na nuca
incendeia o pavio da coluna
e eu me dobro em quatro
sobre os travesseiros,
completamente acesa...
Entre gemidos, peço coisas obcenas
e, entre as pernas, sinto seu sorriso,
antes de você atender aos meus pedidos...
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Junco
Seu olhar,
castanho absurdo,
fundo de rio
onde não mergulho...
Em silêncio, deito à margem,
iludo a sede, sorrio,
molho as pontas do sonho
e durmo...
castanho absurdo,
fundo de rio
onde não mergulho...
Em silêncio, deito à margem,
iludo a sede, sorrio,
molho as pontas do sonho
e durmo...
Pureza
Em preto e vermelho
a máscara escorre...
Giram, na pia do banheiro,
água,
lágrima
e cor...
No espelho iluminado
vejo apenas o reflexo limpo
que daqui a dois segundos
vai boiar nos seus olhos lindos
e úmidos...
a máscara escorre...
Giram, na pia do banheiro,
água,
lágrima
e cor...
No espelho iluminado
vejo apenas o reflexo limpo
que daqui a dois segundos
vai boiar nos seus olhos lindos
e úmidos...
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Lona
Silenciosamente,
você engole a nossa chama
e se deixa arder por dentro
(segredo protegido...),
enquanto eu ignoro o perigo
e, de braços abertos na sua cama,
caminho no fio esticado das palavras que digo...
você engole a nossa chama
e se deixa arder por dentro
(segredo protegido...),
enquanto eu ignoro o perigo
e, de braços abertos na sua cama,
caminho no fio esticado das palavras que digo...
segunda-feira, janeiro 02, 2006
De verão
No céu limpo do quarto
faíscam as nossas vontades...
Sem aviso sua camisa voa,
nuvem clara,
chovendo botões a esmo...
Entre beijos, meu vestido cai,
poça vermelha,
ao redor dos tornozelos...
Depois, é trovão no peito
e você me inunda
mais uma vez...
faíscam as nossas vontades...
Sem aviso sua camisa voa,
nuvem clara,
chovendo botões a esmo...
Entre beijos, meu vestido cai,
poça vermelha,
ao redor dos tornozelos...
Depois, é trovão no peito
e você me inunda
mais uma vez...
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Líquida
Não sei mais se te quero rio
atravessando finito
o leito proibido do meu desejo...
Ou se te quero mar,
onda dúbia que me deixa
areia úmida,
expectante gueixa...
Não sei mais se te quero sêmen
(transbordando minha falta de limite...)
ou se te quero suor,
garoa dos teus pêlos
nos meus secos...
Sei apenas que te quero,
em lágrimas...
atravessando finito
o leito proibido do meu desejo...
Ou se te quero mar,
onda dúbia que me deixa
areia úmida,
expectante gueixa...
Não sei mais se te quero sêmen
(transbordando minha falta de limite...)
ou se te quero suor,
garoa dos teus pêlos
nos meus secos...
Sei apenas que te quero,
em lágrimas...
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Troca
Existe, além das palavras e do riso,
a comunicação precisa das mãos,
a confusão das pernas e, entre elas,
a indecisa junção
que se repete sem trégua,
até o final, trêmula paz!...
Se é minha a umidade onde termina
a dureza da sua paixão explícita,
seu é o ilícito gemido
(prova fugaz desse delito),
som do meu prazer
no seu ouvido...
a comunicação precisa das mãos,
a confusão das pernas e, entre elas,
a indecisa junção
que se repete sem trégua,
até o final, trêmula paz!...
Se é minha a umidade onde termina
a dureza da sua paixão explícita,
seu é o ilícito gemido
(prova fugaz desse delito),
som do meu prazer
no seu ouvido...
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Vontade*
Sua mão segura meu seio,
desliza para a cintura,
escorre pela coxa
e me procura...
Nas minhas costas,
o seu peito roça,
um coração dispara,
não importa qual...
Então, sem aviso,
tenho o que é preciso:
na minha nuca
sua boca vibra,
eu me arrepio
e a vida brilha!...
*para que se faça a sua vontade, Mario...
desliza para a cintura,
escorre pela coxa
e me procura...
Nas minhas costas,
o seu peito roça,
um coração dispara,
não importa qual...
Então, sem aviso,
tenho o que é preciso:
na minha nuca
sua boca vibra,
eu me arrepio
e a vida brilha!...
*para que se faça a sua vontade, Mario...
Crônico
Não existe cura para esse desejo...
Apenas sobrevivo até a próxima gota,
respiro até o próximo beijo,
deliro até que de novo
a febre me queime
infinitas vezes...
Apenas sobrevivo até a próxima gota,
respiro até o próximo beijo,
deliro até que de novo
a febre me queime
infinitas vezes...
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Dom
Meu peso mantém preso o seu corpo,
refém do meu desejo,
meu brinquedo,
meu reino,
onde me perco e começo
o interminável passeio
pelos prazeres secretos,
que apenas eu conheço
e, só a você, entrego...
refém do meu desejo,
meu brinquedo,
meu reino,
onde me perco e começo
o interminável passeio
pelos prazeres secretos,
que apenas eu conheço
e, só a você, entrego...
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Pax
Depois de todas as loucuras
repetidamente imaginadas
(deliciosamente repetidas...) ,
surge essa desconcertante sanidade
e eu encontro, deitada no seu peito,
tranqüila como quem ama,
a estranha que vive em mim...
repetidamente imaginadas
(deliciosamente repetidas...) ,
surge essa desconcertante sanidade
e eu encontro, deitada no seu peito,
tranqüila como quem ama,
a estranha que vive em mim...
terça-feira, dezembro 20, 2005
Toque
Sua mão esboça
curvas e paralelas
nas minhas costas...
Invisíveis traços
do lado de dentro
dos meus braços...
E, nas coxas que separo,
o risco das unhas e suas digitais
desenham trilhas diferentes
para destinos iguais...
curvas e paralelas
nas minhas costas...
Invisíveis traços
do lado de dentro
dos meus braços...
E, nas coxas que separo,
o risco das unhas e suas digitais
desenham trilhas diferentes
para destinos iguais...
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Flora
Não se deixe enganar
por minhas pétalas secretas,
pelo perfume no ar,
a cor exposta
e o mel que escorre...
O mais bonito não se mostra,
no escuro cala e consente,
não é efêmera flor,
é feminina semente...
por minhas pétalas secretas,
pelo perfume no ar,
a cor exposta
e o mel que escorre...
O mais bonito não se mostra,
no escuro cala e consente,
não é efêmera flor,
é feminina semente...
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Sede
Além dos nossos sons,
não há mais nada...
Talvez uma música,
mas não identifico...
Nosso quase se estende até o limite,
falso infinito...
Então mordo o lábio, mastigo seu nome
(engasgando com as palavras que não digo)
e só tenho alívio quando bebo o 'eu te amo'
que você diz na minha boca,
quando goza comigo...
não há mais nada...
Talvez uma música,
mas não identifico...
Nosso quase se estende até o limite,
falso infinito...
Então mordo o lábio, mastigo seu nome
(engasgando com as palavras que não digo)
e só tenho alívio quando bebo o 'eu te amo'
que você diz na minha boca,
quando goza comigo...
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Festa
Sinto seu chamado e o sangue acelera,
levando seu nome a cada uma das células,
anúncio de alegria
(sonho que me resta!)
e o amor me prepara para nossa festa...
Quando minhas mãos se cravam nos seus ombros
e minha boca na sua só deseja beijos,
as carícias eu espalho pela sua pele
esfregando sem pudor o meu corpo inteiro...
levando seu nome a cada uma das células,
anúncio de alegria
(sonho que me resta!)
e o amor me prepara para nossa festa...
Quando minhas mãos se cravam nos seus ombros
e minha boca na sua só deseja beijos,
as carícias eu espalho pela sua pele
esfregando sem pudor o meu corpo inteiro...
sábado, dezembro 10, 2005
Dalí
Quero, sem a pressa dos segundos
e sem a pressão dos minutos,
tocar você de todas as formas,
recriar nossos mundos...
Demarcar com a língua suas fronteiras,
para depois rompê-las...
Brincar com o impossível eterno a cada hora
e deixar o tempo para a rota circular dos relógios...
e sem a pressão dos minutos,
tocar você de todas as formas,
recriar nossos mundos...
Demarcar com a língua suas fronteiras,
para depois rompê-las...
Brincar com o impossível eterno a cada hora
e deixar o tempo para a rota circular dos relógios...
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Outra
Não dá para negar a minha fome
ou a sede que tenho pelo que é teu...
Se te olho como se visse Deus
(em transe como se fosses meu)
sem culpa, eu te procuro...
Não pode ser pecado o que tenho de mais puro!...
ou a sede que tenho pelo que é teu...
Se te olho como se visse Deus
(em transe como se fosses meu)
sem culpa, eu te procuro...
Não pode ser pecado o que tenho de mais puro!...
quarta-feira, dezembro 07, 2005
terça-feira, dezembro 06, 2005
Luz
A calmaria é frágil
e a tempestade, implícita,
mas eu durmo tranqüila
sob o farol da sua vigília....
e a tempestade, implícita,
mas eu durmo tranqüila
sob o farol da sua vigília....
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Jam Session
O encontro dos poros,
a combinação do suor,
os gestos sem ensaio
e a conversa dos olhares...
Essa mistura sem medida
coloca em nossa luxúria
a trilha sonora do delírio,
ato e gemido,
a mais (im)pura libido...
Só o diálogo improvisado das nossas peles silencia
a vida surda e seu monólogo sem sentido!...
a combinação do suor,
os gestos sem ensaio
e a conversa dos olhares...
Essa mistura sem medida
coloca em nossa luxúria
a trilha sonora do delírio,
ato e gemido,
a mais (im)pura libido...
Só o diálogo improvisado das nossas peles silencia
a vida surda e seu monólogo sem sentido!...
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Flamenco
Meu corpo sobre o seu
é encaixe e movimento,
dança úmida no silêncio...
A música toca por dentro,
vibra no sangue
e ecoa no gozo,
enquanto sorrimos
ensurdecendo...
é encaixe e movimento,
dança úmida no silêncio...
A música toca por dentro,
vibra no sangue
e ecoa no gozo,
enquanto sorrimos
ensurdecendo...
quarta-feira, novembro 30, 2005
Manifeste-se
Em Roraima um policial atirou para o alto. Atingiu e matou um jovem de 16 anos que estava numa pizzaria. Sandro Borges estava no lugar certo e na hora certa. Errado estava quem não sabe exercer sua função e carrega uma arma. Dê seu apoio e registre sua indignação. É o mínimo que podemos fazer.
Crônicas da Fronteira (http://www.edgarb.blogspot.com)
Crônicas da Fronteira (http://www.edgarb.blogspot.com)
terça-feira, novembro 29, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
Agora
Quero você com o peso
de todos os pecados,
a pureza deixada de lado,
quando a seu lado me deito...
Quero você com a loucura de quem mata
e com a fragilidade de quem vive,
contra todos os avisos,
o impreciso do desejo...
E para que se faça
depressa a nossa vontade,
sobre a pele, o vestido,
sob o vestido, a pele
e mais nada...
de todos os pecados,
a pureza deixada de lado,
quando a seu lado me deito...
Quero você com a loucura de quem mata
e com a fragilidade de quem vive,
contra todos os avisos,
o impreciso do desejo...
E para que se faça
depressa a nossa vontade,
sobre a pele, o vestido,
sob o vestido, a pele
e mais nada...
terça-feira, novembro 22, 2005
A Falta Que Nos Move*
Venha agora,
vá daqui a uma hora,
não importa...
Tranque a porta
(aberta à sua espera)
e me ame durante
essa diária infame...
Deixe comigo o cheiro
que eu preciso
e a falta de mim
disfarçada em seu sorriso...
Bendita é a saudade
que chegou sem convite
e fez você cruzar
todos os meus limites...
*Para Zanny e Edgar, que sentem saudade até quando estão juntos...
vá daqui a uma hora,
não importa...
Tranque a porta
(aberta à sua espera)
e me ame durante
essa diária infame...
Deixe comigo o cheiro
que eu preciso
e a falta de mim
disfarçada em seu sorriso...
Bendita é a saudade
que chegou sem convite
e fez você cruzar
todos os meus limites...
*Para Zanny e Edgar, que sentem saudade até quando estão juntos...
domingo, novembro 20, 2005
Entreatos
O ar que me toca
não traz seu cheiro
nem sua voz...
Veloz, o tempo
(alado na sua presença)
brinca de passar em câmera lenta,
tão devagar quanto desaparecem suas marcas,
sem perceber que eu já sei de cor a sua falta...
não traz seu cheiro
nem sua voz...
Veloz, o tempo
(alado na sua presença)
brinca de passar em câmera lenta,
tão devagar quanto desaparecem suas marcas,
sem perceber que eu já sei de cor a sua falta...
quinta-feira, novembro 17, 2005
Lista
Coloque-se ao meu alcance
e deixe que eu decida
o que vou tocar primeiro,
quanto vou beijar durante,
como vou lamber depois...
Antes que você levante,
quem sabe, mais uma vez,
seu prazer, para nós dois...
e deixe que eu decida
o que vou tocar primeiro,
quanto vou beijar durante,
como vou lamber depois...
Antes que você levante,
quem sabe, mais uma vez,
seu prazer, para nós dois...
quarta-feira, novembro 16, 2005
Depois
No seu corpo adormecido
beijo os caminhos estreitos
que minhas unhas abriram
nas suas costas,
em vermelho,
labirinto sem saída
de todos os meus desejos...
Você acorda e num carinho
banha com a ponta da língua
a pele azulada das ilhas
desenhadas nos meus seios
(mordidas que eu pedi...)
quando nosso prazer veio...
beijo os caminhos estreitos
que minhas unhas abriram
nas suas costas,
em vermelho,
labirinto sem saída
de todos os meus desejos...
Você acorda e num carinho
banha com a ponta da língua
a pele azulada das ilhas
desenhadas nos meus seios
(mordidas que eu pedi...)
quando nosso prazer veio...
sábado, novembro 12, 2005
Insana
Dentro de mim queima
o mesmo desejo
que corta sua fala.
Vencido,
meu pensamento sorri para o instinto
e se cala...
o mesmo desejo
que corta sua fala.
Vencido,
meu pensamento sorri para o instinto
e se cala...
quarta-feira, novembro 09, 2005
Bicho
No ar, farejo sua presença,
a diferença do seu cheiro,
a beira da minha loucura,
a pura vontade de ser sempre,
entre as fêmeas,
a fêmea,
o encaixe,
o par...
Idêntica ânsia de deitar,
abrir,
receber,
gozar...
Na boca, a pele e o leite...
Na pele, o deleite do beijo,
o desejo,
o cio,
a fome que nos consome
e nos mantém além do amor,
além...
a diferença do seu cheiro,
a beira da minha loucura,
a pura vontade de ser sempre,
entre as fêmeas,
a fêmea,
o encaixe,
o par...
Idêntica ânsia de deitar,
abrir,
receber,
gozar...
Na boca, a pele e o leite...
Na pele, o deleite do beijo,
o desejo,
o cio,
a fome que nos consome
e nos mantém além do amor,
além...
terça-feira, novembro 08, 2005
Beijo
Seu sopro morno
cruza o tecido,
atiça a brasa
e eu me dissolvo...
Sinto pelas pernas
o passeio das sedas
e espero seu retorno...
Depois, é sua boca
no meu delírio
e o seu nome
no meu suspiro
de novo...
cruza o tecido,
atiça a brasa
e eu me dissolvo...
Sinto pelas pernas
o passeio das sedas
e espero seu retorno...
Depois, é sua boca
no meu delírio
e o seu nome
no meu suspiro
de novo...
quinta-feira, novembro 03, 2005
Sempre
Se seu corpo esboça
um movimento de partida,
seu nome guilhotino
com a lâmina do gemido...
Mordida,
sua boca treme um sorriso,
engole o meu pedido
e me satisfaz:
mais!
um movimento de partida,
seu nome guilhotino
com a lâmina do gemido...
Mordida,
sua boca treme um sorriso,
engole o meu pedido
e me satisfaz:
mais!
sexta-feira, outubro 28, 2005
Paleta e Tela
Trago na pele as cores da noite...
Nos braços, nas costas e coxas:
rosas, vermelhos e roxos...
E espalho no seu corpo,
com os pincéis dos cabelos,
o verniz do meu suor,
sobre a impressão dos beijos...
Nos braços, nas costas e coxas:
rosas, vermelhos e roxos...
E espalho no seu corpo,
com os pincéis dos cabelos,
o verniz do meu suor,
sobre a impressão dos beijos...
quinta-feira, outubro 27, 2005
S.O.S.
Meu corpo é ilha
no mar de seda
da sua cama...
Náufrago,
procure no prazer
a estrela-guia
e descubra
(enquanto me cobre)
que em mim só brilha
a lua minguante
da sua mordida...
no mar de seda
da sua cama...
Náufrago,
procure no prazer
a estrela-guia
e descubra
(enquanto me cobre)
que em mim só brilha
a lua minguante
da sua mordida...
terça-feira, outubro 25, 2005
Olho Nu
Vou ter você de olhos abertos,
vendo o suor, o pêlo e o jeito
do seu arrepio quando me deito...
Abrir no meu corpo espaços esquecidos,
tragando seu desejo até o impossível...
Viver o sexo puro que eu quero,
duro e verdadeiro como o deserto,
e me proteger das inúteis miragens que me cercam...
vendo o suor, o pêlo e o jeito
do seu arrepio quando me deito...
Abrir no meu corpo espaços esquecidos,
tragando seu desejo até o impossível...
Viver o sexo puro que eu quero,
duro e verdadeiro como o deserto,
e me proteger das inúteis miragens que me cercam...
quinta-feira, outubro 20, 2005
Tribal
No seu braço a tatuagem brilha,
redesenhada pela minha língua...
Úmidas, as curvas e as pontas
mostram o caminho impreciso
por onde desço espalhando beijos
(as marcas invisíveis que eu deixo)
e para provocar o seu sorriso
brinco de tatuar meu nome
entre o que desejo e o seu umbigo...
redesenhada pela minha língua...
Úmidas, as curvas e as pontas
mostram o caminho impreciso
por onde desço espalhando beijos
(as marcas invisíveis que eu deixo)
e para provocar o seu sorriso
brinco de tatuar meu nome
entre o que desejo e o seu umbigo...
terça-feira, outubro 18, 2005
Boca
Seu nome vibra
entre desejos sussurrados
e beijos cheios de vontade...
Na tradição oral dos apaixonados,
o amor é boca nunca saciada
atravessando a madrugada...
Você se alimenta das minhas palavras
(esfomeado pelos gemidos que me consomem)
e sobre seu corpo, quase flutuando,
eu me alimento da sua fome...
entre desejos sussurrados
e beijos cheios de vontade...
Na tradição oral dos apaixonados,
o amor é boca nunca saciada
atravessando a madrugada...
Você se alimenta das minhas palavras
(esfomeado pelos gemidos que me consomem)
e sobre seu corpo, quase flutuando,
eu me alimento da sua fome...
segunda-feira, outubro 17, 2005
Náutica
No mar da minha cama
deixe seu corpo à deriva,
até que seus cabelos
eu segure
e ancore seu prazer
entre meus pêlos...
deixe seu corpo à deriva,
até que seus cabelos
eu segure
e ancore seu prazer
entre meus pêlos...
Íntima
A carícia repetida
brinca nos meus dedos
e entreabro os lábios
num sorriso sem segredo
e o segredo umedecido,
à espera dos seus beijos,
lateja sob o vestido...*
*a rima foi salva por um triz!
brinca nos meus dedos
e entreabro os lábios
num sorriso sem segredo
e o segredo umedecido,
à espera dos seus beijos,
lateja sob o vestido...*
*a rima foi salva por um triz!
quinta-feira, outubro 13, 2005
Blitz
Siga minha pista,
me vire, me reviste...
Contra a parede,
me encoste...
Separe minhas pernas...
Procure...
Confirme o desejo
em flagrante,
sem condicional...
Se eu resistir,
me coloque de joelhos
e execute,
sem misericórdia,
minha vontade...
Assim, de prazer,
me mate...
me vire, me reviste...
Contra a parede,
me encoste...
Separe minhas pernas...
Procure...
Confirme o desejo
em flagrante,
sem condicional...
Se eu resistir,
me coloque de joelhos
e execute,
sem misericórdia,
minha vontade...
Assim, de prazer,
me mate...
terça-feira, outubro 11, 2005
Poro
Depois do banho
que embaça espelhos,
perfumada me vejo,
mas roça o desespero
a necessidade
de suar seu cheiro...
que embaça espelhos,
perfumada me vejo,
mas roça o desespero
a necessidade
de suar seu cheiro...
sábado, outubro 08, 2005
Fomes
Deita e deixa
que eu sirva,
como gueixa,
a pele doce
dos seios,
o calor macio
das coxas
e a umidade
no meio,
saciando
em tua boca,
sem pudor,
nosso desejo...
que eu sirva,
como gueixa,
a pele doce
dos seios,
o calor macio
das coxas
e a umidade
no meio,
saciando
em tua boca,
sem pudor,
nosso desejo...
quarta-feira, outubro 05, 2005
Queimada
Meus internos incêndios
brilham na madrugada
e o coração bombeia lava
em cada uma das veias...
Sua chuva, morna e salgada,
inunda, mas não me salva
das chamas que você cria
depois de cada estiagem...
brilham na madrugada
e o coração bombeia lava
em cada uma das veias...
Sua chuva, morna e salgada,
inunda, mas não me salva
das chamas que você cria
depois de cada estiagem...
terça-feira, outubro 04, 2005
Sob Fogo
Depois da batalha,
vencida pelo cansaço,
nos seios carrego beijos,
como úmidas medalhas...
Nos braços os seus dedos,
desenhados em vermelho,
provam o nosso combate
e, de saudade,
ardem...
vencida pelo cansaço,
nos seios carrego beijos,
como úmidas medalhas...
Nos braços os seus dedos,
desenhados em vermelho,
provam o nosso combate
e, de saudade,
ardem...
sexta-feira, setembro 30, 2005
FêniXXX
Venha soprar minhas brasas,
incendiar minhas vértebras,
até deixar em cinzas
o pássaro do tesão...
E espere, dentro de mim,
mais uma ressurreição...
incendiar minhas vértebras,
até deixar em cinzas
o pássaro do tesão...
E espere, dentro de mim,
mais uma ressurreição...
quinta-feira, setembro 29, 2005
Arena
Somos o ato e a platéia
no amor sem ensaio
que segue a marcação
dos lençóis...
No palco da cama,
brilha a pele
iluminada por velas
e o aplauso é o gemido
que corta nossa voz...
no amor sem ensaio
que segue a marcação
dos lençóis...
No palco da cama,
brilha a pele
iluminada por velas
e o aplauso é o gemido
que corta nossa voz...
terça-feira, setembro 27, 2005
sábado, setembro 24, 2005
sexta-feira, setembro 23, 2005
Comigo
Se você não vem
e nua me vejo,
minha mão busca,
num arremedo da sua,
o dolorido desejo,
até que eu peça
o impensável
e faça, em meu delírio,
a doce festa
dos sentidos...
e nua me vejo,
minha mão busca,
num arremedo da sua,
o dolorido desejo,
até que eu peça
o impensável
e faça, em meu delírio,
a doce festa
dos sentidos...
quinta-feira, setembro 22, 2005
terça-feira, setembro 20, 2005
Revanche
Na pele lisa
das minhas coxas
sinto tua boca,
que segue a trilha
dos arrepios
até brilhar o gosto
onde sou mais doce...
Meu prazer te farta,
molha latejado,
e num gemido rouco
teu nome escapa...
Ouve!
das minhas coxas
sinto tua boca,
que segue a trilha
dos arrepios
até brilhar o gosto
onde sou mais doce...
Meu prazer te farta,
molha latejado,
e num gemido rouco
teu nome escapa...
Ouve!
sexta-feira, setembro 16, 2005
Pele Santa
Sobre seu peito
meus lábios peregrinos
vagam em busca
do prazer prometido,
esquecidos do deserto
que sedenta atravesso,
desejando apenas
no final do caminho
que o leite e o mel
de minha boca
escorram...
meus lábios peregrinos
vagam em busca
do prazer prometido,
esquecidos do deserto
que sedenta atravesso,
desejando apenas
no final do caminho
que o leite e o mel
de minha boca
escorram...
terça-feira, setembro 13, 2005
Manual
Deixa tua mão
ensinar a minha
o movimento
que te alucina...
Aprendo, refaço
e o prazer brilha
entre meus dedos
e na tua retina...
ensinar a minha
o movimento
que te alucina...
Aprendo, refaço
e o prazer brilha
entre meus dedos
e na tua retina...
segunda-feira, setembro 12, 2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
Ancestral
Vou reverter a evolução
e me apoiar nas mãos
como em outras eras...
Ser fêmea em cada célula,
no cio que liberta
e no gozo que prende,
profundamente,
sua chuva morna
entre minhas pernas...
e me apoiar nas mãos
como em outras eras...
Ser fêmea em cada célula,
no cio que liberta
e no gozo que prende,
profundamente,
sua chuva morna
entre minhas pernas...
terça-feira, setembro 06, 2005
Teu Curso
Entre tantas
que sabem tanto
sobre tudo,
eu te faço feliz
quando me desnudo
e te olho de frente,
deliciosamente,
tua aprendiz...
que sabem tanto
sobre tudo,
eu te faço feliz
quando me desnudo
e te olho de frente,
deliciosamente,
tua aprendiz...
domingo, setembro 04, 2005
Cetim
Sinto suas mãos
buscando meu corpo
adormecido na neblina
dos lençóis amarrotados...
Tranqüilamente nua,
espero o toque
que me desperta,
criando calor de febre
entre meus pêlos
e estrelas de suor
na minha pele...
buscando meu corpo
adormecido na neblina
dos lençóis amarrotados...
Tranqüilamente nua,
espero o toque
que me desperta,
criando calor de febre
entre meus pêlos
e estrelas de suor
na minha pele...
quinta-feira, setembro 01, 2005
Narciso
Refletidos no meu corpo,
todos os seus sonhos,
e nos meus olhos,
sua imagem duplicada...
Mergulhe em mim
para se encontrar
e, sem pensar em nada,
misture nossas águas...
todos os seus sonhos,
e nos meus olhos,
sua imagem duplicada...
Mergulhe em mim
para se encontrar
e, sem pensar em nada,
misture nossas águas...
quarta-feira, agosto 31, 2005
terça-feira, agosto 30, 2005
domingo, agosto 28, 2005
Pagã
Venha para mim
nas horas esquecidas,
quando dormem as santas,
que não sonham...
Venha para mim
nas horas roubadas,
quando rezam as puras,
que não gozam...
Venha para o amor,
eterna chama,
que arde, à sua espera,
no altar da minha cama...
nas horas esquecidas,
quando dormem as santas,
que não sonham...
Venha para mim
nas horas roubadas,
quando rezam as puras,
que não gozam...
Venha para o amor,
eterna chama,
que arde, à sua espera,
no altar da minha cama...
sábado, agosto 27, 2005
sexta-feira, agosto 26, 2005
Cortesã
Coloque entre meus lábios
a prova da sua vontade...
A mão, na minha nuca,
puxa, mas não machuca...
Assim, ensina o seu jeito,
no ritmo do desejo,
e o seu prazer eu aprendo,
mulher entre seus joelhos,
no mais íntimo dos beijos...
a prova da sua vontade...
A mão, na minha nuca,
puxa, mas não machuca...
Assim, ensina o seu jeito,
no ritmo do desejo,
e o seu prazer eu aprendo,
mulher entre seus joelhos,
no mais íntimo dos beijos...
terça-feira, agosto 23, 2005
sábado, agosto 20, 2005
Beco
Venha para mim
nos cantos mais escuros
e, da forma mais escusa,
me use...
Sem que ninguém veja,
sem que ninguém saiba,
depressa, invada...
Sinta, nos gemidos,
o prazer me consumindo
e jorre, amante atrevido,
no fundo, como eu preciso...
nos cantos mais escuros
e, da forma mais escusa,
me use...
Sem que ninguém veja,
sem que ninguém saiba,
depressa, invada...
Sinta, nos gemidos,
o prazer me consumindo
e jorre, amante atrevido,
no fundo, como eu preciso...
segunda-feira, agosto 15, 2005
Serial
Uma a uma,
mate minhas vontades,
com requintadas
perversões...
E seu corpo condeno,
sem julgamentos,
ao prazer perpétuo
em minhas úmidas
prisões...
mate minhas vontades,
com requintadas
perversões...
E seu corpo condeno,
sem julgamentos,
ao prazer perpétuo
em minhas úmidas
prisões...
sábado, agosto 13, 2005
Poema Ateu
Não creio em astros que nos unam
ou em deuses que nos separem...
O destino dos nossos dias
está escrito por dentro
e sempre se manifesta
no vibrar de cada célula,
quando nossas vozes se calam
e se colam nossas peles...
ou em deuses que nos separem...
O destino dos nossos dias
está escrito por dentro
e sempre se manifesta
no vibrar de cada célula,
quando nossas vozes se calam
e se colam nossas peles...
sexta-feira, agosto 12, 2005
Astral
Saio dos lençóis
e vou ver o sol
aninhado na janela,
como você estava,
entre minhas pernas...
Só mais um beijo,
eu me prometo...
E uma lua desfocada
é a próxima coisa que vejo...
e vou ver o sol
aninhado na janela,
como você estava,
entre minhas pernas...
Só mais um beijo,
eu me prometo...
E uma lua desfocada
é a próxima coisa que vejo...
quinta-feira, agosto 11, 2005
Telefone
Você fala.
E, sem que eu perceba,
minhas mãos vagam e...
O gatilho da sua voz
dispara os movimentos
e os ritmos...
No descontrole do gesto,
descrevo minha cena,
sussurros entrecortados
de cada vontade...
Eu falo.
E, sem que você perceba,
suas mãos vagam e...
E, sem que eu perceba,
minhas mãos vagam e...
O gatilho da sua voz
dispara os movimentos
e os ritmos...
No descontrole do gesto,
descrevo minha cena,
sussurros entrecortados
de cada vontade...
Eu falo.
E, sem que você perceba,
suas mãos vagam e...
terça-feira, agosto 09, 2005
Amém
Todos os dias
meu amor peca,
confessa,
paga penitência,
mas não se arrepende...
Sem culpa
me põe de joelhos
e os pecados,
alegremente,
repete...
meu amor peca,
confessa,
paga penitência,
mas não se arrepende...
Sem culpa
me põe de joelhos
e os pecados,
alegremente,
repete...
segunda-feira, agosto 08, 2005
domingo, agosto 07, 2005
Eros
Até a fronteira da sanidade,
venha.
Além dos limites do meu corpo,
entre.
Quando não houver mais espaço,
force.
Se forçar for impossível,
pare...
Sinta-se prender
na primeira contração
do meu prazer...
Então, brincando de fugir
das minhas amarras,
comigo voe...
venha.
Além dos limites do meu corpo,
entre.
Quando não houver mais espaço,
force.
Se forçar for impossível,
pare...
Sinta-se prender
na primeira contração
do meu prazer...
Então, brincando de fugir
das minhas amarras,
comigo voe...
sábado, agosto 06, 2005
Marinha
Sinto em minhas costas
o calor do seu peito,
o coração que bate
acelerado como o meu...
O mesmo mar olhamos
pela janela ensolarada,
barcos balançando,
ao longe o cais...
Linda paisagem que desaparece
quando o prazer nos toma
e nos abandona
tremulamente verticais...
o calor do seu peito,
o coração que bate
acelerado como o meu...
O mesmo mar olhamos
pela janela ensolarada,
barcos balançando,
ao longe o cais...
Linda paisagem que desaparece
quando o prazer nos toma
e nos abandona
tremulamente verticais...
sexta-feira, agosto 05, 2005
Chiaroscuro
O desejo é claro,
o amor, escuro...
Na profundidade
dos movimentos,
novas dimensões
de prazer...
Escuros quartos,
em claras tardes,
vontades várias
realizadas...
Luz e sombra,
secretamente,
você e eu,
sempre...
o amor, escuro...
Na profundidade
dos movimentos,
novas dimensões
de prazer...
Escuros quartos,
em claras tardes,
vontades várias
realizadas...
Luz e sombra,
secretamente,
você e eu,
sempre...
quarta-feira, agosto 03, 2005
terça-feira, agosto 02, 2005
Gourmet
Em minha boca guardo
os sabores misturados
do beijo que trocamos
depois dos beijos
mais profanos...
os sabores misturados
do beijo que trocamos
depois dos beijos
mais profanos...
segunda-feira, agosto 01, 2005
Torre
Eu me rendo à sua invasão.
Desejo os repetidos saques,
os alucinantes incêndios...
Quero que tome o que não for dado
e destrua o que for antigo...
Então quando o passado
for apenas terra devastada,
construa sobre as ruínas,
redesenhada e colorida,
sua nova morada
e, em mim, viva...
Desejo os repetidos saques,
os alucinantes incêndios...
Quero que tome o que não for dado
e destrua o que for antigo...
Então quando o passado
for apenas terra devastada,
construa sobre as ruínas,
redesenhada e colorida,
sua nova morada
e, em mim, viva...
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